sábado, 7 de setembro de 2013

Grito dos Excluídos em Crateús


Centenas de pessoas – na sua maioria jovens – foram às ruas desta cidade na manhã de ontem na manifestação do Grito dos Excluídos. Sindicalistas, militantes do movimento dos trabalhadores, líderes classistas, membros de pastorais e representantes de diversos segmentos participaram do movimento, que de forma pacífica percorreu as principais ruas do centro comercial. Nos municípios de Independência, Tamboril e Nova Russas aconteceu também o “Grito dos Excluídos”.

“Juventude que ousa lutar constrói projeto popular” é o tema deste ano da manifestação que também marca o Dia da Independência Foto: Silvania Claudino

A mobilização começou cedo, às 7 horas da manhã no largo da praça jornalista Manoel Bezerra Cavalcante, na Coluna da Hora, coração da cidade. Ali, organizadores e participantes do movimento se encontraram para a manifestação, que começou após a fala de vários manifestantes e representantes dos movimentos sociais.

Com faixas, cartazes e palavras de ordem a multidão pedia justiça, dignidade e chamavam a atenção da população para os problemas da juventude brasileira. Direito a terra, à água, educação, emprego e moradia eram destaques nos cartazes da manifestação. Em sua 19° edição, o Grito dos Excluídos é uma manifestação tradicional em todo o país, realizado no dia 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil. O tema deste ano é “Juventude que ousa lutar constrói projeto popular”. Aqui em Crateús, o movimento popular também é tradicional. Anualmente, a população vai às ruas fazer reivindicações coletivas. Neste ano, excepcionalmente, os organizadores optaram por antecipar o “Grito” para o dia 6.

De acordo com eles, nas reuniões para a preparação do “Grito” decidiram antecipar para ter a participação efetiva dos estudantes, já que, neste ano, o tema do movimento é a juventude, e para ter um maior público no comércio.

“Avaliamos que teríamos uma maior participação hoje do que no dia 7, devido ao feriado. E fizemos então um verdadeiro aulão nas ruas da cidade, com a efetiva participação das escolas e da juventude, que participou ativamente do movimento este ano”, salientou Adriana Calaça, do Sindicato dos Professores de Crateús.

A sindicalista compreende que o “Grito” traz para a rua o clamor da população, por um Brasil mais justo e de fato independente. “Neste dia, os trabalhadores gritam mostrando que o Brasil não é independente, que é um País que exclui. É a negação da Independência do Brasil. Gritamos por liberdade sindical, por educação, saúde e emprego”, cita. Para o padre João Batista, da Paróquia Senhor do Bonfim, Diocese de Crateús, a manifestação deste ano é especial por contemplar de forma direta a juventude. “Com a força de Deus vamos em frente”, disse.

Fonte: DN

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